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Roosevelt Pinto Sampaio
Todos nós passamos por
um ou mais momentos de dor. Às vezes ela nos acompanha como companheira,
em parte ou em toda nossa vida, e irá servir para nos aproximar
do Criador.
No entanto, devemos entendê-la como um meio de elevação.
O sofrimento do presente repara os erros de outrora e engendra as felicidades
do futuro.
Desse modo ela, antes de mais nada, exige de nós resignação.
Uma simples reflexão nos faz ver que se ela existe não foi
por vontade de Deus e sim como resposta a ações indevidas
de nós mesmos, que usamos mal nosso livre-arbíItrio e/ou
desrespeitamos as Leis Divinas, nesta ou em encarnações
passadas. Somos frutos de nosso próprio passado espiritual.
“A dor é uma advertência necessária, um estimulante
à vontade do homem, pois nos obriga a nos concentrarmos para refletir
e força-nos a domar as paixões. A dor é o caminho
do aperfeiçoamento.”
Podemos, assim, intuir que a dor funciona como verdadeira escola que irá
possibilitar nosso processo de progressão orientado à perfeição.
Devemos aceitá-la com paciência e resignação,
não devemos ficar nos lamentando ou até imprecando contra
o Criador, ao contrário devemos lutar. Não é o caso
de aceitá-la pacificamente, mas de lutar continuando a realizar
tudo aquilo que nos for possível fazer, agradecendo a Deus a oportunidade
de passar por ela nesta jornada terrestre.
Ela nos ensina a liberarmo-nos do orgulho e do egoísmo. Leon Denis
nos indica ser importante aprender a sofrer porque, como ele diz, “a
dor é santa” .
Ela nos servirá de guia no processo de busca do aperfeiçoamento
e da aproximação com o Criador.
Através da dor nós nos defrontamos com o sofrirnento que
permitirá, em nosso processo de luta, ser o guia para encontrarmos
caminhos que nos transformarão no Homem Novo.
Em “Entre o Céu e a Terra” encontramos a seguinte definição
para a dor: “...é o grande e abençoado remédio.
Reeduca-nos a atividade mental, reestruturando as peças de nossa
instrumentação e polindo os fulcros anímicos do que
se vale nossa intelgência para desenvolver-se na jornada para a
vida eterna. Depois do poder de Deus, é a única força
capaz de alterar o rumo de nossos pensamentos, compelindo-nos a indispensáveis
modificações, com vistas ao Plano Divino, a nosso respeito,
e de cuja execução não poderemos fugir sem graves
prejuízos para nós mesmos.”
A dor é que impulsiona o nosso processo evolutivo. Assim, ela é
verdadeiramente o fator capaz de cimentar nossa evolução
espiritual. Considerando que fomos nós os geradores de seu surgimento,
pois sabemos que na natureza nada existe sem que uma causa gere o seu
aparecimento, encontramo-nos à frente da Lei de Causa e Efeito.
A dor é o efeito de nossas ações errôneas,
no presente e no passado. Para nós se torna bendita como oportunidade
que o Pai nos oferece para demonstrarmos que aceitando-a e sabendo aproveita-la
como orientadora de nossas ações estaremos demonstrando
nosso reconhecimento pela oportunidade oferecida por Ele para nos melhorarmos
com a bênção recebida.
Vezes há que encontramos o homem insurgindo-se contra a dor, não
entendendo o seu verdadeiro valor. Instala-se nele a rebeldia, a impaciência,
o mau humor, a agressividade no trato com os outros. Desperdiça,
assim, muitas vezes, a oportunidade que lhe foi ofertada.
“Para bem aprendermos o papel da dor será necessário
situá-la como a grande educadora dos seres vivos, com funções
diferentes no vegetal, no animal e no homern, mas sempre como a impulsionadora
do processo evolutivo, uma das alavancas do processo espiritual”.
Assim, pois, os rebeldes, os inconformados não atentaram para a
bênção de Deus que ela representa, estão rejeitando
a dádiva que lhes foi enviada criando em seu coração
um ambiente impróprio, de conflitos internos e externos. Recusam
a escola oferecida, rejeitam a oportunidade de aperfeiçoamento,
enfim fecham-se ao auxllio divino que lhe quer proporcionar um caminho
seguro para a redenção.
Não entendem que o sofrimento que dela advem é um meio e
não um fim, “0 sofrimento (segundo a Doutrina Espírita)
é a conseqüência inelutável da incompreensão
e dos transviamentos da Lei que rege a evolução humana”.
0 sofrimento é inerente a busca da perfeição e irá
diminuindo quanto mais progredirmos e só desaparecerá quando
alcançarmos a perfeição.
Miranda nos ensina que o sofrimento é “a única moeda
com a qual conseguimos resgatar nossos compromissos, de há muito
viciados pelos refolhos da Lei”.
A própria Doutrina nos mostra que não há dor sem
compensação logo, é preciso aprender a sofrer. Ela
nos trará o proveito necessário, pois, na verdade, a dor
é um instrumento que nos encaminha a perfeição.
Podemos, então, dizer que não devemos nos acabrunhar com
a dor, não devemos ficar inertes ou nos enfraquecermos, ela é
um chamamento que contraria essas atitudes. Desde que entendamos que nós
a geramos, por problemas passados ou presentes por nós criados,
temos que procurar entendê-la, e então lutar, trabalhar,
pois não há trabalho que não dê proveitos.
Coloquemo-nos em uma posição, de uma vez resignados, procurarmos
dela tirar partido de tudo aquilo que ela pode nos oferecer. Pensamento
positivo, vontade firme, bom humor, pensando sempre no que buscamos, e
que Deus, somente Ele, sabe de nossas necessidades e limites. A dor é,
assim, o caminho para o nosso resgate. Se a compreendermos, será
para nós uma verdadeira companheira, possibilitando que nosso exemplo
possa mesmo ser digno de admiração e via de entendimento
para que nossos irmãos tambérn a entendam e tenharn coragem
e força para suportá-la se a eles chegar.
Peçamos ao Pai força, coragem, paciência, tranqüilidade,
para com ela conviver, na certeza de que estaremos traçando um
seguro caminho para nosso progresso espiritual.
Para finalizar, deixamos a seguinte citação: “0 desconforto
e a dor fazem parte da experiência do Espírito e contribuem
para o seu desenvolvimento, sem a dificuldade o Espírito não
aprenderia, ficaria estacionado. Não adquiriria independência
e autonomia.
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As
grandes Leis Naturais da Evolução |
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| Artigo
escrito por Roosevelt Pinto Sampaio e publicado pela Revista Internacional
de Espiritismo, no mes de Junho do ano 2000. |
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