| História | |
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Por volta de 1848, chamou-se
a atenção, nos Estados Unidos, para diversos fenômenos
estranhos que consistiam em ruídos, batidas e movimento de objetos
sem causa conhecida. Podemos ter uma idéia aproximada pela explicação seguinte. Há no homem três coisas essenciais: l°)
a Alma ou Espírito, princípio inteligente em que residem
o pensamento, a vontade e o senso moral; 2°) o
corpo, envoltório material, pesado e grosseiro, que coloca o
Espírito em relação com o mundo exterior; 3°)
o perispírito, envoltório fluídico, leve, que serve
de laço e intermediário entre o Espírito e o corpo.
Quando o envoltório exterior está gasto e não pode
mais funcionar, ele cai e o Espírito despoja-se dele como o fruto
de sua casca, a árvore de sua crosta; em resumo, como se abandona
uma roupa velha que não serve mais; é a isso que chamamos
morte. |
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| Allan kardec | |
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Seu verdadeiro nome éra
Hippolyte Léon Denizard Rivail. Nascido em Lyon, em 1804, lá
mesmo fez os seus primeiros estudos, seguindo depois para Yverdon, na
Suiça, a fim de estudar no instituto do célebre professor
Pestallozzi. O instituto era um dos mais famosos e respeitados em toda
a Europa. Desde cedo ele tornou-se um dos mais eminentes discípulos
de Pestallozzi, um colaborador inteligente e dedicado, que exerceria,
mais tarde, grande influência sobre o ensino da França.
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| Princípios | |
São considerados princípios básicos da Doutrina Espírita: a crença em Deus como princípio criativo; a existência do Espírito e sua sobrevivência após a morte; a reencarnação; a lei de causa e efeito; a influência do mundo invisível sobre o visível; a comunicação entre esses dois mundos e a evolução moral e intelectual progressivas. Deus como princípio criativo. É o único princípio
não criado. Sempre existiu. Ele está além de nossa
inteligência. É impossível para nós defini-lo.
A existência do espírito e sua sobrevivência após a morte. A imortalidade da alma ou espírito. O espírito é o princípio inteligente do universo, criado por Deus, para evoluir e realizar-se individualmente pelos seus próprios esforços. Como espíritos já existíamos antes do nascimento e continuaremos a existir depois da morte do corpo. A reencarnação. A reencarnação.
Criado simples e sem nenhum conhecimento, o espírito é
quem decide e cria o seu próprio destino. Para isso, ele é
dotado de livre-arbítrio, ou seja, capacidade de escolher entre
o bem e o mal. Tem a possibilidade de se desenvolver, evoluir, aperfeiçoar-se,
de tornar-se cada vez melhor, mais perfeito, como um aluno na escola,
passando de uma série para outra, através dos diversos
cursos. Essa evolução requer aprendizado, e o espírito
só pode alcançá-la encarnado no mundo e reeencarnando,
quantas vezes necessárias, para adquirir mais conhecimentos,
através das múltiplas experiências de vida. O progresso
adquirido pelo espírito não é somente intelectual,
mas, sobretudo, o progresso moral. A comunicação entre o mundo material e espiritual. Comunicabilidade dos espíritos.
Os espíritos são seres humanos desencarnados e continuam
sendo como eram quando encarnados: bons ou maus, sérios ou brincalhões,
trabalhadores ou preguiçosos, cultos ou medíocres, verdadeiros
ou mentirosos. Eles estão por toda parte. Não estão
ociosos. Pelo contrário, eles têm as suas ocupações.
Através dos denominados médiuns, o espírito pode
comunicar-se conosco, se puder e se quiser. A evolução moral e intelectual progressiva dos espíritos. O espírito não para nunca de evoluir. Sua evolução acontece tanto no plano material quanto no espiritual. Na erraticidade ele adquire conhecimentos especiais que não poderia adquirir na Terra. Suas idéias então se modificam. O estado corpóreo e o estado espiritual são para ele as fontes de duas formas de progresso que se desenvolvem solidárias. É por isso que ele passa alternativamente por esses dois modos de existência. |
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| Tríplice Aspecto | |
Ciência. O Espiritismo tem por fim demonstrar
e estudar a manifestação dos Espíritos, suas faculdades,
sua situação feliz ou infeliz, seu futuro; em suma, o
conhecimento do Mundo Espiritual. Filosofia. A Filosofia Espírita
é a interpretação dos fenômenos verificados
e estudados pela Ciência Espírita. Esses fenômenos
revelam ao homem a estrutura do Universo, que é a seguinte, como
vemos em O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec: Deus, Espírito
e Matéria. Uma vez constatada essa realidade, e descoberto o
mecanismo pelo qual o Espírito se manifesta através da
matéria, cessa o trabalho da ciência, para começar
a da filosofia”. (Allan Kardec) Religião. Do ponto de vista religioso
o Espiritismo tem por base as verdades fundamentais de todas as religiões:
Deus, a alma, a imortalidade, as penas e as recompensas futuras, sendo,
porém, independente de qualquer culto em particular. Seu objetivo
é provar àqueles que negam, ou que duvidam, que a alma
existe, que ela sobrevive ao corpo e que sofre, após a morte,
as conseqüências do bem e do mal que praticar durante a vida
corpórea: o objetivo de todas as religiões”. |
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| Livros | |
O Livro dos Espírito.
Evangelho Segundo o Espiritismo. Trata-se da parte moral e religiosa
da Doutrina Espírita. O Livro dos Médiuns. O livro orienta a conduta prática
das pessoas que exercem a função de intermediar o mundo
espiritual com o material. A Gênese. Esta obra tem por objetivo o
estudo de pontos que tem sido interpretados de maneiras divergentes
como a criação do mundo, os milagres realizados por Jesus
e suas ptrevisões relatadas na Bíblia. O Céu e o Inferno. O livro apresenta uma análise
de idéias religiosas da humanidade quanto ao que se pode esperar
em termos de justiça divina após a vida física
e as compara com uma nova visão tornada possível pelo
Espiritismo onde o inferno e as punições eternas são
mostrados como criações humanas e incompatíveis
com as noções de um Deus de amor, zeloso pelo progresso
contínuo e responsável de todas suas criaturas. |
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| Perguntas comuns | |
O que é espírito? O espírito é
o princípio inteligente da Criação. São
criados todos da mesma forma, simples e ignorantes, sujeitos à
Lei da Evolução. Progridem em tempo que varia conforme
as condições e necessidades de cada um, dentro de uma
tragetória que vai das sensações à angelitude,
passando pelos caminhos do instinto, inteligência e razão.
O que é reencarnação? Reencarnação
é o processo pelo qual o espírito, estruturando um corpo
físico, retorna, periodicamente, ao sistema material. Esse processo
tem como objetivo, ao proporcionar experiência e vivência
de novos conhecimentos, auxiliar o espírito reencarnante a evoluir.
Porque não nos lembramos das nossas vidas passadas? O esquecimento temporário
das vidas passadas é uma necessidade. Não devemos nos
lembrar sómente enquanto estamos encarnados , e nisso está
a sabedoria de Deus. Se lembrássemos do mal que fizemos ou dos
inimigos que nos prejudicaram ou daqueles que prejudicamos, não
teríamos condições de viver entre eles atualmente.
Pois, muitas vezes, os inimigos do passado hoje são nossos filhos,
irmãos, pais e amigos, que, presentemente, se encontram junto
à nós para aprendermos a nos amarmos. Por isso a reencarnação
é uma bênção de Deus para seus filhos. Como posso saber das minhas outras encarnações? Convém, por enquanto, não saber. Allan Kardec nos mostra com coerência e bom senso, que não devemos buscar saber o que fomos noutras vidas. Os espíritos estão todos sujeitos à lei de evolução e, por isso, quando se remonta ao passado, depara-se com situações bem piores do que aquela em que atualmente se encontra. Ao recordamos experiências infelizes de outras vidas, certamente ficaríamos pertubados mentalmente. Qual o tempo que separa as encarnações? Não há
tempo definido, pois depende da necessidade do espirito em melhorar-se,
aumentando seus conhecimentos intelectuais e morais, passando por provas
e expiações. O que é livre-arbítrio? Para a Doutrina Espírita
não há destino, não há predestinação,
não há sorte ou azar. O futuro é construido todos
os dias. Através de pensamentos e ações, o espírito
escolhe e dertemina seu caminho, exercitando uma característica
indissociável do ser inteligente: o livre-arbítrio. O que acontece com o nosso espírito quando morremos? Continuamos com nossa
individualidade, isto é, teremos os mesmos conhecimentos, qualidades
e defeitos que tivemos em vida. A morte não nos livra das imperfeições.
Todos os espíritos podem se comunicar logo após a morte? Sim, pelo menos teoricamente, todos os espíritos podem se comunicar após a morte do corpo físico. Porém, a Doutrina Espírita nos ensina que o espírito sofre uma espécie de pertubação ( que nada tem a ver com desequilíbrio ) que pode demorar de horas até anos, dependendo do tipo de vida que tenha tido na Terra e do gênero de sua morte. Os espíritos que são desprendidos da matéria desde a vida terrena, tomam consciência de que estão fazendo parte da vida espiritual bem cedo, porém aqueles que viveram preocupados apenas com seu lado material permanecem no estado de pertubação e ignorância por longo tempo. Os espíritos podem nos visitar? Freqüentemente o fazem. Nunca estamos sozinhos. Podemos ser influênciados pelos espíritos? Sim, podemos. A Doutrina Espírita nos instrui que somos guiados pelos espíritos muito mais do que podemos supor. Uns nos inspiram a seguir o caminho do Bem e das boas realizações. Outros, nos influenciam ao mal. Pela nossa vondade e livre arbítrio podemos resistir ou ceder a essas influências. Entendendo a dinâmica da relação entre os fluidos espirituais e nosso corpo espiritual, podemos compreender como se dá essa influenciação. O que acontece com os recém-nascidos que logo morrem? E por que isso acontece? O espírito da criança morta em tenra idade recomeça outra existência normalmente. O desencarne de recém-nascidos, frequentemente, trata-se de prova para os pais, pois o espírito não tem consciência do que ocorre. A maioria dessas mortes, entretanto, é por conta da imperfeição da matéria. Porque pessoas jovens, boas, morrem prematuramente, enquanto há pessoas más que vivem por muitos anos? Se olharmos as coisas dentro da visão materialista, certamente não encontraremos resposta para essa questão. Se, no entanto, partirmos do princípio que somos seres imortais e que estamos em uma escalada evolutiva em direção à perfeição, compreenderemos com facilidade que a vida terrena é apenas parte desse processo. A verdadeira vida é a espiritual e quando encarnados cumpre-se as etapas necessárias ao aprimoramento do espírito imortal. As diferenças existentes entre as pessoas são as várias etapas em que o espírito se encontra em termos de evolução. O viver muitos anos, portanto, é muito relativo. A vida terrena é a escola que a criatura precisa para se aprimorar e o tempo que deve demorar aqui depende de sua necessidade. Os espíritos bons, geralmente necessitam de menos tempo. O que é um médium? Todos nós somos
portadores de uma mediunidade natural que é o canal psíquico
pelo qual recebemos as influências boas ou ruins que estimulam
as experiências do espírito na vida terrena. Porém
nem todos nós somos médiuns conforme denominou Kardec
em suas obras. Devemos acreditar em tudo o que os espíritos dizem? Os espíritos
desencarnados são almas de homens que já viveram na Terra.
Portanto podem ser portadores dos defeitos e qualidades que tinham quando
encarnados. O Espiritismo coloca o homem sob influência de Demônios? Só o preconceito
pode justificar essa afirmativa. Como uma Doutrina baseada no Evangelho
de Jesus pode ligar alguém a demônios? |
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