Tem significado diferentes.

Embora seja a Doutrina Espírita uma doutrina espiritualista existe uma distinção das demais correntes espiritualistas.
As palavras espiritual, espiritualista, espiritualismo têm um significado bem definido, e acrescentar-lhes uma nova significação para aplicá-las à Doutrina dos Espíritos seria multiplicar os casos já tão numerosos de palavras com duplo sentido. De fato, o espiritualismo é o oposto do materialismo, e qualquer um que acredite ter em si algo além da matéria é espiritualista, embora isso não queira dizer que creia na existência dos Espíritos ou em suas comunicações com o mundo material.
Em vez das palavras espiritual, espiritualismo, utilizamos, para designar a crença nos Espíritos, as palavras espírita e Espiritismo, que lembram a origem e têm em si a raiz e que, por isso mesmo, têm a vantagem de ser perfeitamente inteligíveis, reservando à palavra espiritualismo sua significação própria. Diremos que a Doutrina Espírita ou o Espiritismo tem por princípio a relação do mundo material com os Espíritos ou seres do mundo espiritual. Os adeptos do Espiritismo serão os espíritas ou, se quiserem, os espiritistas.
Seu objetivo é a evolução do ser. Mostrar ao homem a necessidade de sua renovação interior pelo motivo das consequências que resultam de cada um de seus atos, de cada um de seus pensamentos, objetivando dessa forma uma transformação da humanidade pelo melhoramento individual.
O espiritismo tem por bjetivo a evolução do ser. Mostrar ao homem a necessidade de sua renovação interior pelo motivo das consequências que resultam de cada um de seus atos, de cada um de seus pensamentos, objetivando dessa forma uma transformação da humanidade pelo melhoramento individual.

A Doutrina Espírita, ou Espiritismo, apareceu no cenário terreno no dia 18 de abril de 1857 com o o lançamento de O Livro dos Espíritos. Os fenômenos ditos espíritas sempre existiram, vemos no antigo testamento vários relatos destes fenômenos e na história de todos os povos.
A Doutrina Espírita é o cumprimento da promessa do Senhor, na qual afirmou que enviaria ao mundo, no devido tempo, um Consolador, O Espírito de Verdade, que relembraria seus ensinamentos e faria novas revelações a respeito dos mistérios da vida.
Em um de seus muitos discursos, Jesus disse que não poderia dizer todas as coisas, pois os homens ainda não tinham condições de entendimento para compreendê-las.
No tempo certo, enviou o Espiritismo, que retirou o véu dos “mistérios” de Seus ensinamentos e ampliou sobremaneira o campo do conhecimento humano, despertando o Ser para um novo mundo.
Nos séculos XVI e XVII, depois que a Reforma Protestante havia libertado a humanidade dos domínios da Igreja, formou-se um clima muito propício à fermentação de ideais renovadores.
Foi neste período que iniciaram-se as primeiras manifestações de Espíritos, chamando a atenção do homem de então e preparando o terreno para o advento do Consolador.
No século XIX, nascia o Espiritismo, considerada a terceira revelação. Com ele vieram as novas lições acerca do sentido da vida, da dor, da justiça e sobre o destino dos homens depois da morte.

Emmanuel Swedenborg.

Embora oficialmente os espíritas tomem o ano de 1848, com o fenômeno de Hydesville, como o marco do aparecimento do Espiritismo no mundo, precisamos saber que, antes disso, existiram algumas pessoas que, pela sua capacidade de produzir fenômenos ligados às coisas espirituais, devem ser citadas como de importância para o surgimento desta Doutrina entre os homens.
A história do extraordinário vidente sueco Emmanuel Swedenborg merece atenção e estudo de nossa parte. Swedenborg, educado entre a nobreza sueca, era católico e profundo estudioso da Bíblia.
Era grande autoridade em Física e Astronomia, autor de importantes trabalhos sobre as marés e determinação das latitudes. Zoologista, anatomista, financista e político, era ainda engenheiro de minas, com grande conhecimento em metalurgia.
O desabrochar de seu potencial mediúnico deu-se em abril de 1744, em Londres, onde desenvolveu seu trabalho por vinte e sete anos e esteve em constante contato com “o outro mundo”.
Deixou em suas obras, relatos extraordinários de suas experiências com o mundo espiritual. Diz ele sobre sua primeira visão:

“Na mesma noite, o mundo dos Espíritos, do céu e do inferno, abriu-se convincentemente para mim, e aí encontrei muitas pessoas de meu conhecimento e de todas as condições. Desde então, diariamente o Senhor abria os olhos de meu Espírito para ver, perfeitamente desperto, o que se passava no outro mundo e para conversar, em plena consciência, com anjos e Espíritos”.

Afirmava Swedenborg que uma densa nuvem havia se formado em redor da Terra, devido ao psiquismo grosseiro da humanidade, numa clara antecipação aos ensinos sobre a atmosfera fluídica que a Doutrina Espírita nos trouxe.

Dizia também que, de tempos em tempos, haveria uma limpeza, assim como a trovoada aclara a atmosfera material.
Deixou ensinos importantes nas seguintes obras: “O Céu e Inferno”, “A Nova Jerusalém” e “Arcana Celestia”.

Andrew Jackson Davis.

Nascido em 1826, em New York, era um jovem sem cultura, nascido em meio pobre, mãe com tendências visionárias aliadas à superstição e o pai trabalhava com couros.

Nos últimos anos de infância, começaram a se desenvolver os poderes psíquicos de Davis.
Com o auxílio de um magnetizador, Davis fazia verdadeiras “viagens” pelo mundo dos Espíritos, trazendo informações as mais surpreendentes.
Tinha extraordinária clarividência que, a princípio, foi usado como divertimento e mais tarde o seu magnetizador utilizou para diagnóstico de doenças.
Aos 19 anos de idade, Davis manifestou o desejo de escrever um livro e o fazia através de transes mediúnicos, submetidos por um magnetizador.
Um secretário anotava fielmente as palavras que jorravam da boca do médium, como se fora o mais douto em conhecimento e sabedoria, porém tratava-se de um jovem ignorante e sem cultura.
Esse foi o começo do trabalho mediúnico desse jovem, que continuou por muitos livros, todos reunidos com o nome de “Filosofia Harmônica”.
Nessa fase, ele dizia estar sob a influência direta de uma entidade, que posteriormente identificou como sendo Swedenborg.
O desenvolvimento de sua faculdade continuou e aos vinte e um anos já não necessitava mais de quem o induzisse ao transe.
Começou aí nova fase, onde passou a ter as mais impressionantes experiências de clarividência.
Descreveu com clareza o fenômeno da morte, visto por ele à beira do leito de uma senhora agonizante. Teve muitas visões do mundo espiritual, fez muitas previsões como o aparecimento do automóvel , da máquina de escrever e do próprio Espiritismo.
Davis representou um importante papel no começo da revelação espírita, preparando o terreno antes que se iniciasse o trabalho dos Espíritos superiores. Quando explodiu o acontecimento de Hydesville, ele já o conhecia desde o início, através de revelações mediúnicas. Morreu em 1910, aos oitenta e quatro anos de idade.

Fenômeno de Hydesville.

No ano de 1848, na América do Norte, surgiram alguns acontecimentos inusitados que assombraram o mundo.

Na casa de uma família americana chamada Fox, que morava num vilarejo de nome Hydesville, no Estado de New York, começaram a manifestar-se forças sobrenaturais que pareciam vir do invisível.
Aconteciam estranhos ruídos nas paredes, com indícios de serem provenientes de uma inteligência oculta desejando se comunicar.
Tudo indicava que as irmãs Kate e Margaret Fox, duas meninas de 11 e 14 anos, eram o centro do fenômeno paranormal, que acabou transformando a casa em ponto de atração para curiosos.
As pessoas se divertiam vendo as jovens ordenarem a uma suposta inteligência invisível, que fizesse barulhos e produzisse pancadas nas tábuas da parede.
Através dos ruídos na madeira, convencionou-se um código pelo qual algumas pessoas comunicavam-se regularmente com o Além.
Uma pancada significava “sim”; duas, significavam “não”, enquanto outros sinais simbolizavam letras ou palavras.
A inteligência invisível, que produzia os fenômenos de Hydesville, dizia ser um Espírito que tinha animado um personagem que vivera na Terra em outros tempos O Espírito foi apelidado pelas meninas de “sr. Perneta”.
Suas comunicações revelaram que ele animara o corpo de um homem que havia sido morto a facadas naquela casa, tempos atrás. Seus restos mortais foram enterrados no porão da residência. Algumas pessoas escavaram o local e encontraram cabelos e ossos humanos.
Pesquisas feitas mais tarde, revelaram que o sr. Perneta era um homem chamado Charles Rosma, que fora morto na casa cinco anos antes.
O fenômeno atraiu a atenção do mundo e por muito tempo as irmãs Fox fizeram demonstrações de sua capacidade de comunicar-se com os “mortos”, apresentando-se em salões, submetendo-se à cobiça de empresários e sendo alvo de muitas polêmicas.
Por desconhecerem completamente os mecanismos do maravilhoso dom da mediunidade, envolveram-se com influências perniciosas que a levaram a ter um fim triste e obscuro.

Daniel Dunglas Home.

Quase concomitante às irmãs Fox, um outro fenômeno mediúnico despertou a atenção das massas.

Tratava-se dos feitos do médium Daniel Dunglas Home, que ficou conhecido mundialmente pelos fenômenos paranormais que provocava à sua volta.
Forças invisíveis se manifestavam, chegando em algumas ocasiões a levantá-lo do chão.
Home chamou a atenção de sábios e estudiosos em todo o mundo.
Home nasceu em uma pequena aldeia na Escócia e viveu de 1833 a 1886. Desde cedo demonstrou sua prodigiosa faculdade e jamais envolveu-se com dinheiro em suas fantásticas demonstrações de vidência, efeitos físicos, levitação, desdobramento etc.
Embora contemporâneo do Codificador do Espiritismo, eles nunca se conheceram. Entretanto Allan Kardec faz comentários sobre ele em sua obra, analisando os fenômenos, que para ele, eram autênticas provas da existência de imortalidade da alma.
Daniel Dunglas Home foi considerado o mais surpreendente médium de todos os tempos.
Embora não fosse espírita, atribuía a responsabilidade dos fenômenos aos Espíritos, o que contribuiu para popularização do Espiritismo nos nobres salões da América e da Europa.

As mesas girantes.

Em 1850, na França, surgiu um tipo de brincadeira chamada “mesa falante” ou “mesa girante”, que tomou conta dos salões festivos da época.

A mesa girante era uma mesinha redonda, de três pés, em torno da qual se ajuntavam as pessoas para provocar manifestações de forças sobrenaturais.
As mãos dos presentes eram colocadas sobre a superfície da mesa que, através de um fenômeno de efeitos físicos, dava saltos sobre seus pés, girando e dando pancadas.
Por meio de um código alfabético semelhante ao usado pelas irmãs Fox, na cidade de Hydesville, era possível conversar com o “invisível”.
A sociedade francesa divertia-se em perguntar amenidades à mesa. Houve uma espécie de febre em torno dessa brincadeira.
Uma senhora, chamada Emília de Girardim, desenvolveu uma sofisticada mesa que girava livre e facilmente em torno de um eixo à maneira de roleta. Na superfície e em circunferência eram colocadas as letras do alfabeto, os números e as palavras sim e não. No centro, um ponteiro metálico ou agulha fixa. O médium punha os dedos na borda da mesa que girava e parava sob a agulha, na letra desejada pelas forças invisíveis para fazerem seus ditados. Com isso, tornou-se possível conseguir, regularmente, mensagens vindas do Além.
As mesas girantes eram a grande sensação dos salões da Europa e América. Por meio delas as pessoas passaram a ter contato com o mundo invisível, realizando sessões de comunicação espiritual, onde reinava a frivolidade e a brincadeira.
Os fenômenos de ruídos provocados por Espíritos em paredes, mesas ou outros objetos, e que serviram de meios de comunicação com o invisível, foram mais tarde classificados pelo nome de Tiptologia. Foi desta forma que iniciaram as primeiras comunicações, que depois foram aperfeiçoadas, passando por várias fases.

A Codificação Espírita.

O desenvolvimento da Codificação Espírita basicamente teve início na residência da família Baudin, no ano de 1855.

Na casa havia duas moças que eram médiuns. Tratava-se de Julie e Caroline Baudin, de 14 e 16 anos, respectivamente.
Através delas, Kardec fazia perguntas aos Espíritos desencarnados, que as respondiam por meio da escrita mediúnica.
À medida que as perguntas do professor iam sendo respondidas, ele percebia que ali se desenhava o corpo de uma doutrina e se preparou para publicar o que mais tarde se transformou na primeira obra da Codificação Espírita.
Todo o trabalho da revelação era revisado várias vezes, de modo a se evitar erros ou interpretações dúbias.
Na fase de revisão, o professor contou com a preciosa ajuda de outra médium, que era sonâmbula, a srta. Japhet. Depois dela, o Codificador ainda submeteu as questões a outros médiuns.
Assim, o trabalho contou com ajuda de pelo menos dez médiuns, nesta primeira fase.
A forma pela qual os Espíritos se comunicavam no princípio era através da cesta-pião que tinha um lápis em seu centro.
As mãos das médiuns eram colocadas nas bordas, de forma que os movimentos involuntários, provocados pelos Espíritos, produzissem a escrita.
Com o tempo, a cesta foi substituída pelas mãos dos médiuns, dando origem à conhecida psicografia.
Das consultas feitas aos Espíritos, nasceu “O Livro dos Espíritos”, lançado em 18 de abril de 1857, descortinando para o mundo todo um horizonte de possibilidades no campo do conhecimento.
A partir daí, Allan Kardec dedicou-se intensivamente ao trabalho de expansão e divulgação da Boa Nova.
Viajou 693 léguas, visitou vinte cidades e assistiu mais de 50 reuniões doutrinárias de Espiritismo.
Em janeiro de 1858, o Codificador abraçou uma nova atividade. Inaugurou a Revista Espírita, um mensário cujo objetivo era o de informar os adeptos do Espiritismo sobre o crescimento do movimento e debater questões ligadas à prática doutrinária. Assim, teve início a imprensa espírita. A Revista foi editada por 12 anos.
Em abril de 1858, fundou a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, entidade que se destinava a estudar, entender e explicar a fenomenologia espírita.
Foi a primeira sociedade espírita a constituir-se regular e legalmente, tendo exercido grande influência moral entre os outros grupos, por ter sido a sociedade iniciadora e central.

Reencarnação é o processo pelo qual o Espírito, estruturando um corpo físico, retorna, periodicamente, ao mundo material. Esse processo tem como objetivo auxiliar o Espírito reencarnante a evoluir, através da vivência de conhecimentos.

O Espírito é o princípio inteligente da Criação.
Todos os Espíritos são criados simples e ignorantes, sem o conhecimento do bem ou do mal e sujeitos à Lei da Evolução. Progridem em tempo que varia conforme as condições e necessidades de cada um, passando pelos caminhos do instinto, inteligência e razão.
O instinto é uma inteligência rudimentar, que difere da inteligência propriamente dita por serem quase sempre espontâneas as suas manifestações.
A medida que cresce a faculdade intelectual, as faculdades instintivas não diminuem. O instinto existe sempre e o que acontece é que o homem o negligencia. O instinto nos guia sempre, e as vezes mais seguramente que a razão pois essa é falseada pela educação, pelo orgulho e egoismo.
Conforme o Espírito vai adquirindo consciência de si mesmo passa a ter mais liberdade de ação podendo agir livremente na escolha do caminho que irá percorrer. Isso faz com que tenha o mérito de suas próprias ações.
O instinto não raciocina; a razão permite ao homem escolher, dando-lhe o livre-arbítrio.
A evolução do Espírito se dá progressivamente, pois ela está intimamente ligada à experiência que é adquirida através das reencarnações. Através das suas lutas expiatórias e provas, o Espírito caminha em busca da sua própria iluminação e aperfeiçoamento.
É enfrentando dificuldades, contradições, obstáculos, facilidades, administrando encontros e desencontros, que ele vai aprendendo na escola da vida para depois colher os frutos daquilo que cultivou, no mundo espiritual.
Cada encarnação significa um passo a mais na busca do aperfeiçoamento moral e intelectual. O Espírito pode, por não aproveitar a oportunidade durante a reencarnação, ficar estacionado, mas ele nunca regride a estágios inferiores.

Todas as nossas ações são livres escolhas nossas mas, elas estão sujeitas a uma lei natural de justiça chamada de ”causa e efeito” ou seja, para cada ação temos uma reação contrária de igual intensidade.

Livre é a semeadura das atitudes, porém, obrigatória é a colheita de suas consequências.
Obras más,de encarnações passadas, provocam colheitas desagradáveis na presente existência.Do mesmo modo, se o Bem for o objeto de preocupação, o futuro guardará paz, satisfação e felicidade.